Três técnicos de enfermagem foram presos suspeitos de matar ao menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Segundo as investigações, os técnicos, identificados como Amanda Rodrigues de Sousa, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo e Marcela Camilly Alves da Silva, demonstraram “frieza total” ao prestar depoimento após suas prisões. Eles inicialmente negaram qualquer envolvimento com os crimes, mas, ao serem apresentados às filmagens, começaram a confessar. O delegado Maurício Iacozzilli relatou que Marcos Vinícius Silva disse ter seguido a receita passada por um médico, mas não deixou claro qual foi a motivação para aplicar a substância letal. Já Marcela Camilly Alves alegou que não sabia o que estava aplicando e que estaria “arrependida” de não ter avisado a equipe do hospital sobre o que estava acontecendo. Amanda Rodrigues de Sousa negou a participação, alegando que achava que Marcos estava aplicando medicamentos normais, mas confirmou que não perguntou a ele que droga ele estava ministrando.

O mecanismo utilizado pelos técnicos para aplicar a substância letal envolvia o uso de um login de um médico que não trabalhava mais no hospital para prescrever a medicação pura. Em seguida, o técnico pegava o remédio na farmácia e o escondia em seu jaleco. Os técnicos então se dirigiam aos leitos, momento em que as técnicas iniciavam a participação na ação, vigiando a movimentação nos corredores e na porta dos leitos da UTI. Uma vez aplicada a substância na veia, as vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente. Para disfarçar o uso da aplicação, Marcos ainda realizava massagens de reanimação nos pacientes enquanto as técnicas apenas observavam de longe. Esse mecanismo aponta para uma falta de supervisão e controle no hospital, permitindo que os técnicos agissem sem serem detectados. Além disso, a falta de comunicação eficaz entre os profissionais de saúde pode ter contribuído para agravar a situação.

A investigação está em curso para determinar como Marcos conseguiu obter o login do médico e como os técnicos conseguiram aplicar a substância letal sem serem detectados. A situação também levanta questões sobre a segurança dos pacientes nos hospitais e a necessidade de treinamento e educação contínua para os profissionais de saúde. É fundamental que os hospitais tenham protocolos claros e procedimentos estabelecidos para prevenir incidentes como esse e garantir a segurança dos pacientes. Além disso, a transparência e a responsabilidade são essenciais para que os hospitais possam aprender com os erros e melhorar a qualidade dos serviços prestados.

A situação é um lembrete de que a saúde é um direito fundamental e que os profissionais de saúde têm a responsabilidade de garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes. É importante que os hospitais e as autoridades saiam na frente para garantir que incidentes como esse não voltem a ocorrer. A colaboração entre os profissionais de saúde, os hospitais e as autoridades é essencial para prevenir incidentes como esse e promover a segurança dos pacientes.

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