O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a falta de tecnologia no sistema de saúde de Brasília e relembrou o episódio em que precisou se deslocar a São Paulo para tratar um pequeno sangramento no cérebro após um traumatismo craniano ocorrido em outubro de 2024. Durante o evento de assinatura de um contrato com o Banco do Brics para a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, Lula destacou a importância de investir em tecnologia para melhorar o atendimento na rede pública de saúde. O contrato, no valor de R$ 1,7 bilhão, visa a construção de uma unidade hospitalar que contará com tecnologias digitais para otimizar o atendimento. Além disso, o evento marcou o lançamento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que buscará implementar hospitais inteligentes em todo o país.
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O acidente doméstico que levou Lula a precisar de atendimento médico em São Paulo ocorreu quando ele caiu no banheiro do Palácio da Alvorada enquanto cortava as unhas do pé. Após ser atendido no Hospital Sírio-Libanês em Brasília, ele teve de viajar para a unidade do hospital em São Paulo para realizar uma craniotomia e drenar o sangramento no cérebro. Lula destacou que precisou esperar três horas no hospital e viajar por mais uma hora e meia de avião, o que poderia ter agravado sua condição. Ele enfatizou a necessidade de contar com tecnologias avançadas na rede pública de saúde para evitar situações semelhantes no futuro. O contrato assinado com o Banco do Brics é visto como um passo importante nessa direção, pois permitirá a construção de um hospital público inteligente que contará com equipamentos e sistemas de gestão modernos.
A Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS visa implementar tecnologias digitais em hospitais de todo o país, com o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimento e melhorar a qualidade do cuidado. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o modelo pode reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento. O programa prevê a implementação de 14 UTIs inteligentes em hospitais de estados das cinco regiões do país, focadas em cardiologia e neurologia. A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, também esteve presente no evento e foi agradecida por Lula pela verba concedida para a construção do hospital público inteligente. O presidente cobrou celeridade para a construção da unidade hospitalar, que será instalada no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.
A implementação de tecnologias digitais na rede pública de saúde pode ter um impacto significativo na redução do tempo de espera por atendimento e na melhoria da qualidade do cuidado. Com a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, o país dará um passo importante em direção à modernização de sua rede de saúde. A Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS também pode servir de modelo para outras iniciativas semelhantes em todo o país, contribuindo para a universalização do acesso a serviços de saúde de qualidade. Além disso, a implementação de sistemas de gestão eficazes pode ajudar a reduzir custos e melhorar a eficiência dos serviços de saúde, o que pode ser benéfico para a população como um todo.